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Semioticamente falando – Parte I

Por Julio Teodoro

Chega o ponto onde a plataforma digital começa a se tornar um estilo de vida, e não uma ferramenta, como deveria ser. Um estilo de vida não só traduzida para o trabalho onde é mais visível essa mudança, mas também para outras áreas, como a educação, o lazer e o social por exemplo. Percebendo essa mudança, podemos optar a segui-la cegamente ou perceber suas características e utilizar de algumas ferramentas para administra-la melhor, não se tornando apenas uma ovelha no rebanho, mas estando consciente do meio em que estamos imersos e de suas características.

Utilizando de estudos semióticos, tentamos entender essa linguagem, para assim perceber suas características e como podemos utilizá-la de maneira efetiva.

Uma busca pela linguagem

Partindo da teoria da informação (J. Teixeira Coelho Netto, 1999; p 119), temos o conceito básico de mensagem:

“Um grupo de elementos extraídos de um repertorio e reunidos em uma certa estrutura.”

A mensagem é criada a partir do repertório do emissor, e tem que ser compatível com o repertorio do receptor para que a comunicação aconteça. É comum ver isso quando pessoas falam de coisas que não conhecemos e ficamos boiando no assunto. Se ficamos boiando não está acontecendo comunicação.

Quanto mais repertorio uma mensagem possuir, menor será sua audiência, pois a probabilidade do receptor possuir um repertório mais desenvolvido e compatível com o repertorio da mensagem é menor. É mais fácil atingir várias pessoas com frases simples do que com textos complexos, por exemplo.

Aqui consideramos que a audiência de uma mensagem é o seu caráter de chamar atenção no meio das outras mensagens: uma mensagem com bastante audiência chama bastante atenção de várias pessoas. Já uma mensagem com bastante repertorio não chama tanta atenção porque muitas vezes as pessoas não a entendem direito, já que não tem um repertorio compatível com o da mensagem.

A mensagem é construída a partir do nosso repertorio, e para ter comunicação a pessoa com quem nos comunicamos tem que conhecer os assuntos, senão é conversa jogada fora.

Novidade ou originalidade

Paralelo ao repertorio e audiência, temos o caráter de novidade ou originalidade da mensagem. Quanto mais “nova” for uma mensagem para um receptor, mais informação ela terá, e mais interessante a mensagem parecerá para ele. Podemos perceber claramente isso utilizando os jornais como exemplo: jornal de anteontem é utilizado para embrulhar coisas, já que não tem mais interesse.

Partindo do caótico e chegando ao totalmente conhecido, temos uma grande variedade de níveis de conhecimento das mensagens. É mais fácil sermos atraídos pelo desconhecido do que pelo que já conhecemos bem.

Porem, não é unicamente pelo caráter de novidade que a mensagem tem sua audiência aumentada, mas também pela potencialidade da mensagem em mudar uma situação, levando o expectador a fazer coisas diferentes. Esse é um ponto importante que vemos muito no meio digital, e vamos abordar mais à frente.

No próximo texto também vamos tratar um pouco sobre picos de informação, ritmo e periodicidade, e como tudo isso se manifesta na internet e nas redes sociais.

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Julio Teodoro

Julio Teodoro

19 anos, estudante de design gráfico pela UTFPR 5º período, apaixonado pelo design e tudo o que ele traz.

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