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Jorge Zalszupin

Por Ana Paula Guimarães

Nesta última quinta feira, dia 28 de Março aconteceu no Museu Oscar Niemeyer a abertura da exposição: “Jorge Zalszupin: Arquitetura, design e reedição”.

Jorge Zalszupin nasceu em Varsóvia na Polônia, em 1922. Formou-se arquiteto na Romênia em 1945. Em 1949 o arquiteto chegou ao Brasil e abriu um escritório de arquitetura em sociedade com José Gugliotta no início dos anos 50.
Visitei a exposição no MON e achei interessante no que se trata do design das peças. Resolvi então trazer um pouco da exposição para a Revista Clichê.

Zalszupin foi dono da fábrica de móveis l’Atelier e coordenou uma equipe de designers que trabalhavam para quatro distintas fábricas de um mesmo grupo empresarial, o grupo Forsa.

Sobre a l’Atelier, Zalszupin comenta que ao finalizar as obras que projetava, não tinha nada para colocar dentro delas.

“A solução que encontrei foi desenhar um jogo de móveis para cada um dos meus clientes. Isso implicava em “bolar” tudo muito bem, com exclusividade, para não incitar competitividade entre eles”.

Ao cansar-se de projetar e mandar fabricar móveis exclusivos Jorge Zalszupin decidiu associar-se a um grupo de marceneiros e produzir pequenas séries.

“Nesta fase, algo se revelou em mim e decidi fazer o contrário. Resolvi criar uma linha de móveis e fabricá-los em pequenas séries. Porém, para expô-los, eu teria que ter uma loja, para que meus clientes eventuais pudessem ter a oportunidade de conhecer os modelos fabricados. Propus esta solução aos marceneiros com os quais trabalhava, mas nenhum deles aceitou. Disseram ser muito perigoso assumir a responsabilidade de um aluguel, de mostruário, etc. Foi ali que decidi criar o L’Atelier e bancar tudo sozinho. Evidentemente tive que buscar pessoas que me ajudassem.Foi assim que pude com o talento de Jorge Pessoa, Oswaldo Mellone e Lilian Weinberg.Certamente esta foi uma decisão acertada, que resultou em uma grande variedade de móveis que virarem clássicos brasileiros.”

A primeira peça desta série foi feita em 1959, uma poltrona apelidada de ‘Dinamarquesa’ pelos funcionários.

Poltrona Dinamarquesa-1959

Bom melhor do que falar é ver, então vamos as imagens :

Móveis com revestimento de madeira taqueada

Usou profundamente o Jacarandá, depois a perobinha do campo.
Seu toque mais marcante é o aproveitamento de madeira nos tampos taqueados e a leveza com que ele une cores e texturas diferentes com formas sinuosas que cria objetos com uma nova dimensão .

O carrinho de chá-1959

Poltrona Paulistania-Década de 60

Mesa Pétala-Anos 60

Sofá e Poltrona Presidencial-Década de 60

Sofá PO - 801-Década de 60

Escolhi as peças que mais me chamaram atenção,o acervo conta com 44 peças de tiragem única e 13 unidades de reedição, entre poltronas, escrivaninhas, cadeiras e banquetas. Para ver todas as peças só aparecer no MON ( Museu Oscar Niemeyer) até 24/06 e conferir de perto.

Para maiores informações: http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/zalszupinsite.html
E também se ficou louco por ter uma dessas em casa a Etel interiores vende as reedições de várias peças.

Revisão: Gabriella Ravachi

Ana Paula Guimarães

Ana Paula Guimarães

Estudante de Design Gráfico na UTFPR e irá fazer Especialização em Design de Interiores. Tem paixão por Design e já fez de tudo um pouco.

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