Elephant Dream

Por Wagner Regis

Em “Elephant Dream”, conhecemos o ancião Proog, sendo um guia para o seu protegido Emo, que acorda dentro de uma estranha e, praticamente, infinita máquina. Onde o senhor de idade demonstra ter uma certa idolatração para a máquina, a qual não acaba sendo compartilhada pelo garoto mais cético.

As interpretações do resultado do filme, até hoje geram discussões, por parecer uma produção aleatória e gratuída, mas por outro lado, também considerada como se fosse uma metáfora a evolução multicelular e do DNA. De qualquer forma, a animação recebeu o prêmio de “Melhor Curta Metragem”, no primeiro Festival de Filmes Europeus em 3D.

Quando ouvi falar dessa animação pela primeira vez, o Blender era um software completamente desconhecido para mim (e na verdade ainda é). Mas o que me chamou a atenção foi justamente o resultado obtido por essa ferramenta gratuita open-source. A equipe da Orange, composta por 7 artistas e ilustradores, que levou 8 meses para ser produzido.

No curta, “Elephant Dream”, o que instiga não é apenas a narrativa, para tentar compreender o ritmo nonsense que se determina, mas também sua trilha sonora e a própria qualidade estética resultante do trabalho da equipe de produção. Na época que foi lançado, o filme possuía dentro do DVD, além de um rico material de extras, diversas legendas – incluíndo português brasileiro.

Enfim, creio que é um filme que devemos assistir sem ter um pré-conceito, pela escolha de ferramente utilizada, justamente para aproveitar a aventura.

Wagner Regis

Wagner Regis

Designer Gráfico por formação e Pós-Graduado em Jogos Digitais (UP). É co-fundador do estúdio de animação "Make Toons", professor na Universidade Positivo, e feliz por gostar do que faz.

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