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Eficácia, eficiência e efetividade

Por Thiago Grossmann

Eficiência é fazer certo as coisas. Eficácia é fazer as coisas certas.

(tradução livre: “Efficiency is doing the thing right. Effectiveness is doing the right thing.” )
Peter Drucker, escritor e professor considerado pai da administração moderna

Trabalhar com design muitas vezes nos exige fazer escolhas nem sempre justas, sacrificar estética por funcionalidade, mudar materiais para aumentar resistência ou mesmo alterar cores para melhorar/piorar a legibilidade.

Muitas vezes nesses processos acabamos recebendo críticas com palavras que nem sempre querem dizer o que pensamos, a tríade que intitula esse post é bem conhecida justamente por isso. Para podermos ter uma base melhor, é importante saber o real significado de cada uma dessas palavras:

  • Eficácia: é um projeto/produto/pessoa que atinge o objetivo ou a meta.
  • Eficiência: é quando um algo é realizado da melhor maneira possível, ou seja, com menos desperdício, em menor tempo, ou com características de maior qualidade (resistência por exemplo)
  • Efetividade: é a capacidade de fazer uma coisa (eficácia) da melhor maneira possível (eficiência)

Para ficar mais claro com relação a projetos e a design vamos usar um grande inimigo nosso, o despertador.

De começo tem que se estabelecer regras básicas para podermos avaliar como os produtos agem. Um despertador pode fazer milhares de coisas, de tocar rádio a dizer a temperatura, mas basicamente a função dele é nos acordar.

Um despertador que consegue realizar essa tarefa, ou seja, nos tirar dos terríveis domínios de Morfeu, independentemente de como isso aconteça, seja tocando Vivaldi através do iPhone em maravilhosas caixas de som, ou jogando um balde de água na nossa cabeça, é um despertador Eficaz.

Porém ninguém gosta de um balde de água na cabeça, e convenhamos que não dá para acordar com as quatro estações todos os dias. Logo precisa-se de uma medida para dizer que uma forma é melhor que a outra para acordar, além de que estamos falando de uma coisa muito pessoal. A eficiência vai medir justamente esta parte, se um despertador me acorda, e me traz mais coisas, seja deixando meu humor melhor, ou me contando qual a temperatura do lado de fora de casa.

Com os smartphones as possibilidades e customizações para um despertador vão muito mais longe do que simplesmente uma música que nos agrada, e a eficiência fica muito mais evidente para cada pessoa.

Rise

Aplicativo que infelizmente só existe para iOS, mas que traz uma interface muito bonita, e com ótima interação, usando vários recursos do celular.

Uniqlo Wake Up

A ideia desta app é acordar com sons diferentes dependendo da temperatura que está no dia, acredito que não seja muito interessante num dia frio. A outra funcionalidade é compartilhar a hora que você acordou nas redes sociais, talvez alguns chefes gostem dessa ideia.

E a efetividade?

Digamos que um despertador efetivo teria que  me despertar(eficaz), e me deixar de bom humor (eficiente). Sim, é uma tarefa difícil, mas para facilitar essa métrica vamos acrescentar mais um detalhe digamos que você more em  Longyearbyen em Esvalbarda, na Noruega, onde durante quatro meses você não vai ver a luz do Sol.

Segundo os moradores da cidade o fato de acordar e viver durante todo esse período na escuridão deixa as pessoas mais rabugentas e muitas vezes deprimidas. Em um experimento conduzido pelo documentarista Doug Pray: a Philips testou um despertador que aos poucos fosse clareando fazendo com que o estado do sono fosse diminuindo até chegar num ponto aonde o despertador realmente tocasse.

Nesse caso o produto é super efetivo, pois funciona, ou seja, desperta as pessoas e ao mesmo tempo melhora a qualidade de vida.

 

Thiago Grossmann

Thiago Grossmann

Estudante de Design Gráfico na UTFPR, membro fundador da Cliche. Nerd, inconformado, reclamão e um tanto quanto ranzinza.

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