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Vintage e Retrô

Por Ana Paula Guimarães

Vintage e Retrô são palavras cada vez mais recorrentes no nosso dia-a-dia, mas afinal esses termos se relacionam a que tipo de contexto?

Vintage tem sua origem semântica de vinícolas, “Vint” é relativo a safra e “Age”  a idade, assim como um bom vinho, quanto mais antigo melhor. Retrô por sua vez vem do prefixo latino “retro”, que significa para trás.

Ambos os termos nos levam ao passado, mas cuidado!  Vintage são objetos antigos e originais, já retrô são as novas criações com inspiração em antiguidades.

Exemplos bem simples desses elementos, você pode encontrar naquele armário trabalhado na madeira e cheio de ornamentos da década de 40, que sua avó ganhou de casamento, representando uma verdadeira peça vintage e o retrô pode ser encontrado como um bom exemplo, em recente linha de fogões e geladeiras da Brastemp, inspirados em modelos que já foram comercializados nos anos 60.

Armário da sua vó

Linha retrô de refrigeradores brastemp

Cada vez mais pessoas aprendem a apreciar esses estilos, eu particularmente acho muito interessante, pois aquela peça geralmente é única e possui uma história para contar. Uma dica é freqüentar antiquários, sebos, brechós ou até a casa das tias nos finais de semana garimpando uma boa peça. Aqui vai um pequeno “roteiro” com inspirações e características de diferentes épocas.  Para os interessados em conhecer mais afundo, abaixo de cada foto seguem nomes de designers que marcaram época, começando por 1920.

Década de 20

Foi marcada pelo glamour e sofisticação, influenciada pelo modernismo proeminente da criação da escola alemã de design, artes plásticas e arquitetura de Bauhaus em 1919, mais tarde em Paris apresentou-se ao mundo das artes um novo segmento artístico conhecido como Art Deco.

Neste momento, o início das grandes produções de cinema e viagens para lugares exóticos estão em alta, é neste contexto também que começam as surgir os primeiros designers de interiores e/ou decoradores.

Vale a pena pesquisar mais sobre: Eileen Gray, Raymond Templier, Le Corbusier, Syrie Maugham, Sybil Colefax, John Fowler.

Décadas de 30 e 40

Nas décadas de 30 e 40 mais de 4 milhões de casas foram construídas. Devido a um intenso processo de urbanização, uma grande massa da população foi morar em subúrbios, e por sua vez começaram a sentir necessidade de decorar suas casas seguindo tendências.

Vale a pena pesquisar mais sobre: Alvar Aalto, George Nelson, Clarice Cliff, Keith Murray

Década de 50

O boom do pós-guerra provocou grandes mudanças nas casas dos anos 50. O plano aberto de vida foi introduzido, e a cozinha devidamente equipada com eletrodomésticos que se tornaram a marca de domínio da dona de casa.

Outra mudança foi o tamanho dos imóveis, as casas foram ficando menores e os móveis tiveram que se adaptar, tornando-se mais leves e maleáveis, fáceis para mover.  Cores como chiclete, neon, kitsch são ótimas escolhas para voltar a esta época.

Vale a pena pesquisar mais sobre: Charles e Ray Eames, Dia Robin, Lucienne Day, Arne Jacobsen.

Década de 60

Paz e amor, flower power e a pop music são as principais marcas da década de 1960. O modernismo das décadas passadas havia rejeitado influências históricas assim, em um espírito de rebelião, saqueou o passado em busca de inspiração. Mas não se tratou apenas de replicar estilos do passado, a tudo foi dado um toque irreverente para torná-lo próprio. Resultado desse movimento é uma manta de retalhos de estilos, incluindo vitoriana e eduardiana , década de 1920 e art nouveau.
Artistas como Andy Warhol e David Hockney referências em arte pop, levaram este estilo à cultura de massa, decorando latas de sopa, criando tirinhas e usando de imagens de ícones como Marilyn Monroe para interiores, murais papel de parede e cartazes.

O op arte,conhecida por imagens que trabalham com ilusões ópticas, encontrou seu caminho para tudo, desde móveis a papel de parede. Artistas como Bridget Riley, que trabalha predominantemente em preto e branco, tornou-se a voga.

Vale a pena pesquisar mais sobre: Verner Panton, Terence Conran, Joe Colombo, Giancarlo Piretti, Piero Fornascetti, Peter Murdoch, Peter Ghyczy, Eero Aarnio.

Década de 70

Mas nem tudo foram flores,  a década de 1970 foi castigada pela recessão, a corrupção, e altas taxas de desemprego. A filosofia ambientalista cresceu provocando um  desencanto com excesso e desperdício de material. São fortes características desta época, padrões de tecidos e cores ousadas para qualquer tipo de ambiente. Esta década também e marcada com o inicio do uso de microcomputadores e do interesse universal sobre astronautas ou qualquer temática bastante abordada nos filmes de ficção cientifica como Star Wars.

Vale a Pena pesquisar mais sobre: Ettore Sottsass, Rodney Kinsman, Vico Magistretti, Paolo Deganello, David Mellor, Mario Bellini, Fred Scott

Década de 80

A década de 1980, foi marcada pela  extravagância e excesso, exigiu da vida para ser vivida grande, tão grande que ombreiras eram obrigados a levar consigo o estilo. Design gráfico arrojado, new wave, punk, fusões e aquisições, vídeo games, aeróbica, minivans, filmadoras, e talk shows foram os hits do momento.
Linhas geométricas e outsized padrões florais dominaram todas as superfícies, da moda ao papel de parede e estofados  papel de parede mylar, materiais que imitavam madeira e camurça adornavam muitos lares.

Acontece também um demasiado crescimento populacional e guerras no mundo todo.

Vale a Pena pesquisar mais sobre: Tom Saxon, Tom Dixon, Jasper Morrison, Shiro Kuramata, Phillipe Starck

Agora é só escolher a década que mais te interessa e ir para o garimpo!

Revisão: Gabriella Ravachi

Ana Paula Guimarães

Ana Paula Guimarães

Estudante de Design Gráfico na UTFPR e irá fazer Especialização em Design de Interiores. Tem paixão por Design e já fez de tudo um pouco.

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