O futuro do DIY

Por Diego Silvério

A algum tempo um movimento muito interessante relacionado a produtos “do-it-yourself” tem ganhado corpo. Assim como qualquer tecnologia, o aumento da demanda, da produtividade e a redução dos custos de produção tendem a reduzir o preço final de venda. Este “barateamente” está diminuindo os preços de equipamentos de impressão 3D, tornando possível o acesso das pessoas à essas tecnologias.

Saiu no site da Yanko Design um concept de impressora 3D destinada para uso doméstico e com entrada para smartphone. Independente das questões estéticas do concept, esse tipo de projeto demonstra de certa forma que já existem empresas e designers pensando em impressoras 3D domésticas para o varejo. É possível ainda encontrar tutoriais que demonstram como construir uma CNC doméstica com recursos bem acessíveis (ex: CNCmania).

Domestic 3D Printing, designer André Dettler

Domestic 3D Printing, designer André Dettler

Olhando desta forma, este movimento pode parecer distante da nossa realidade cotidiana, porém existe ainda outros fatos que reforçam o aumento da demanda por produção DIY. Já existem em diversos países as Fab Labs, pequenos laboratórios que oferecem serviços e maquinário de fabricação pessoal. Estes espaços contam com maquinários analógicos e digitais, possibilitando a produção de vários tipos de produtos e em vários tipos de materiais. A palestra no TED Talks do Neil Gershenfeld, professor do MIT, referência entre os Fab Labs e um defensor da filosofia DIY, demonstra como poderá ser o futuro da produção própria de tecnologia e de produtos.

Amsterdam Fab Lab, The Waag Society

Amsterdam Fab Lab, The Waag Society

De forma indireta, este tipo de movimento promove uma produção on-demand, ou seja, o produto é produzido de acordo com a demanda dos consumidores. Existe diversos pontos positivos para esta mudança na cadeia produtiva, independente se a produção continua na mão de grandes indústrias ou dos próprios consumidores: evita desperdícios, customização do produto, consumo eficiente de matéria-prima, redução de estoques, etc. Esta é uma possibilidade de humanizar ainda mais os produtos, criar uma estratégia de aproximação maior dos usuários com as empresas  e promover uma produção mais sustentável. O meio ambiente e a sociedade agradecem.

Diego Silvério

Diego Silvério

Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), vencedor de prêmios nacionais e internacionais e já desenvolveu projetos para a Intelbrás, Linde, Tigre, Nokia e HSBC. Hoje é designer da Whirlpool e se aventura dentro das áreas de negócios, estratégia e economia.

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