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Rahma Projekt

Por Hugo Pizaia

O Rahma Projekt é um projeto que nasceu pelo desejo de criar simplesmente pelo prazer de criar. Sem briefing, sem pressão, sem cliente, sem pretensão.

Cartazes minimalistas com frases de  filmes e  letras de músicas compõe a maioria dos trabalhos criativos do Rhama.

Como apoiamos pessoas que criam por criar, sem pretensão e ainda conseguem resultados legais iguais a esses, resolvemos preparar algumas perguntas.

1. [CLICHE] Além de criar cartazes para o Rahma Projekt você também é professor. Gostaria de saber se você trabalha essa abordagem “Sem briefing, sem pressão e sem clientes” com seus alunos a fim de extrapolar a criatividade deles?

Sim, faço algumas atividades em que digo que a única regra que vale é a criatividade deles. Porém, como também trabalho com alunos muito novos (de curso técnico), sempre friso a importância de seguir o briefing e criar com muito embasamento.

Acho importante nesse período colocar algum tipo de limitação e exigência para que eles saibam lidar com as dificuldades do mercado de trabalho. Inclusive, quero usar esse meu projeto para mostrá-los que chega um momento que é importante dar um tempo e colocar para fora as nossas idéias, sem se preocupar em fazer sentido ou ter que dar explicação a alguém.

Friend of the Devil

Friend of the Devil

2. [CLICHE] Algum motivo especial para ter escolhido o “minimalismo” como movimento artístico base para criação dos cartazes?

Por mais clichê =D, que esse estilo seja atualmente, eu gosto muito. Penso nele como uma adaptação dos estilos internacional e suíço de meados da década de 60, onde a criação era simples e direta e se tinha uma abordagem limpa, funcional e objetiva do design. Era a máxima “menos é mais” da Bauhaus sendo executada ao extremo. Além disso, acho um desafio tentar representar de uma forma extremamente simples uma idéia.

Hello, my name is Devil

Hello, my name is Devil

 

3. [CLICHE] Gostaria de indicar algumas inspirações minimalistas? 

Eu sou muito fã do trabalho do Saul Bass, responsável por alguns dos posters e aberturas de filmes mais clássicos do Hitchcock. Algumas das minhas ilustrações são claramente inspiradas no estilo dele. Gosto muito também do trabalho do brasileiro Alexandre Wollner, admiro muito a genialidade com que ele consegue criar coisas extremamente simples, mas carregadas de significado. Me inspiro muito nos estilos históricos do design e tento adaptá-los ao estilo.

 

The Game of Love

The Game of Love

4. [CLICHE] Gostaria de deixar algumas palavras para o pessoal que tem vontade de criar um projeto mais autoral mas não sabe por onde começar?

O projeto começou oficialmente quando eu estava passando por uma daquelas crises pessoais, profissionais, existenciais (entre outros “ais”) e precisei de uma válvula de escape pra isso. Juntar design e rock’n’roll foi a minha solução para me afastar dos problemas. Acho que para quem trabalha com criação e pressão ter um projeto paralelo assim ajuda a extravasar, então o negócio é simplesmente pegar lápis e papel e colocar as idéias pra fora sem se importar muito com no que vai dar. Para mim funcionou e, mesmo não sendo a intenção, está trazendo bons frutos.

 

I'll Be Watching You

I'll Be Watching You

 

Para quem tiver interessado em comprar os cartazes eles estão a venda no urbanarts

E você porque não começa seu projeto autoral também, vai que rende frutos! Já tem? Manda pra gente!  Comenta ai!

Hugo Pizaia

Hugo Pizaia

Um dos gestores da Revista Cliche, estuda Design Gráfico na UTFPR e luta diariamente por uma Web mais simpática.

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